segunda-feira, 14 de setembro de 2009

E vós, quem dizeis que eu sou?


Quem dizem os homens que é Deus?
A resposta que se segue foi recolhida pelo saudoso Pe. Dr. Angelino Barreto, que tomo a liberdade de repetir:
Para muita gente, Deus não passa de uma bengala. E o que é uma bengala?
Para os idosos é uma terceira perna, que muito ajuda na velhice.
Os da segunda idade dizem que é um objecto de luxo e daí o procurar uma bengala de material precioso.
Para os jovens a bengala é objecto supérfluo, inútil e sinal de velhice.

Assim muita gente vê em Deus um auxílio nas suas necessidades e diz que rezar é para velhos. Outros vêem em Deus um sinal de bom tom, que ajuda a resolver alguns problemas da vida. Aceita-se este Deus como luxo enquanto ajuda a obter certos objectivos.
Os jovens acham a ideia de Deus como uma coisa supérflua, inútil e, porque pensam que Deus é isso, repelem-no.

Que concluir? Todos falam de Deus. Diante dele ninguém fica indiferente, todos tomam posição. Uns louvam, outros condenam. Ele é sinal de contradição. Mas o mais importante não é o que os outros pensam mas o que eu penso, o que tu pensas. Perante Cristo urge uma resposta pessoal, que nos marca e compromete.
E para ti, quem é Jesus Cristo?

Meditando para o XXIV domingo do tempo comum
Pe. José David Quintal Vieira, scj
davidvieira@netmadeira.com


sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Ajuda-me
Amor, Deus meu,
a sintonizar em cada dia
o meu coração
com o teu querer...



quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Para reflectir...


Um velho índio descreveu certa vez em seus conflitos internos: "Dentro de mim existem dois cachorros, um deles é cruel e mau, o outro é muito bom e dócil. Os dois estão sempre brigando..." Quando então lhe perguntaram qual dos cachorros ganharia a briga, o sábio índio parou, reflectiu e respondeu:

"Aquele que eu alimentar".

quarta-feira, 9 de setembro de 2009


A linguagem humana é essencial na comunicação. Possui uma variada gama de sons, timbres, tonalidades, pausas e acentos. Normalmente é acompanhada por gestos expressivos. Por vezes nem são necessárias palavras: é suficiente um olhar, um abraço, um simples gesto. Porem, geralmente, as palavras são essenciais. A palavra revela aquele que a pronuncia, é laço de comunicação humana, unifica ou desintegra.
O ouvir e o falar são necessidades vitais do homem. Na primeira leitura deste Domingo, o profeta e o poeta Isaías usa a palavra feita profecia para nos apresentar a prova de que Deus está perto do homem: "Os olhos do cego abriram-se, os ouvidos do surdo abriram-se, o coxo saltará como o cabrito, a língua do mudo cantará". Aquele que É faz milagres. Precisamente no Evangelho narra-se um milagre simples de Jesus: faz ouvir e falar um surdo-mudo. Este gesto de Jesus não tem nada a ver com magia, mas, como todos os milagres, está ao serviço da fé: Jesus abre primeiro o coração daquele homem, para que depois possa ouvir a mensagem e falar das maravilhas de Deus. O primeiro milagre e oculto é abrir o coração.
Todos sabemos que "não há pior surdo do que aquele que não quer ouvir". Na nossa sociedade e nas nossas comunidades cristãs necessita-se também do milagre colectivo de que Deus "abra os ouvidos e solte as línguas".
O testemunho cristão é hoje mais necessário do que nunca. Cada um de nós terá que abrir os seus ouvidos à mensagem de Deus e, sobretudo, soltar, a nossa língua com valentia para falar de Deus abertamente. Há entre os cristãos, especialmente naqueles que são pessoas públicas, políticos e líderes sociais, muita vergonha na hora de falar de Deus. Não são precisamente mudos, embora se façam de surdos.
Porém, não basta atribuir as culpas aos políticos. Quando falamos de fé, cada um deve pôr primeiro o dedo no seu próprio coração e perguntar-se: estou a fazer-me de surdo? Hoje Deus continua a falar e a mendigar ouvidos que O escutem.

Alfonso Crespo, Diocese de Malaga

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Eu perguntaria, por esta altura, o que foram as férias para ti. Um pouco de tudo isto? Nada disto? Que procuraste? O que encontraste? Que trouxeste? Que tens para dar?

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Deus visto por uma criança de 5 anos



Num infantário, na turminha dos 5 anos, a educadora pede às crianças para fazer um desenho.

Enquanto as crianças desenhavam, a educadora passeava-se pela sala e repara na forma como uma das crianças desenhava.

O que estás a desenhar? (pergunta a educadora)

Deus. (responde a criança)

Mas nunca ninguém viu Deus, ninguém sabe como ele é. (remata a educadora)

Ai não? Então dentro de segundos todos vao ficar a saber como Ele é... (conclui a criança)



O desenho da criança era muito parecido com este.



Deus não tem uma cara com a qual o possamos identificar, mas sempre que olharmos para o outro com os olhos do coração podemos ver lá Deus.


domingo, 6 de setembro de 2009

Fazer cócegas


Os alunos da catequese representaram a cena evangélica da cura de um surdo-mudo.
Quando Jesus se afastou com o homem e lhe meteu os dedos nos ouvidos, aquele, que na representação estava a ser curado, mexeu-se cheio de cócegas e desatou a rir.

Na apreciação da mensagem, um miúdo perguntou, com toda a seriedade:
- Senhor Padre, Jesus também fazia cócegas?
Compreendi a razão da pergunta e corrigi:
- Não foram as cócegas, como nesta representação, que curaram aquele homem. Jesus fala, escuta e vê e por isso retribuiu ao surdo-mudo a capacidade de escutar, falar e ver com toda a dignidade.

Um outro miúdo acrescentou:
- Mas eu já vi uma figura de Deus a fazer cócegas a Adão.
Ao pedir mais informações identifiquei a cena da Criação, na Capela Sistina, em que Miguel Ângelo põe o dedo de Deus Criador a tocar em Adão. Tive que concordar:
- Sim, Deus faz-nos cócegas porque gosta de nós, porque quer ver-nos felizes, a sorrir e porque quer pôr-nos a mexer... São estes gestos de carinho que nos salvam.

Quem me dera que toda a gente sentisse como cócegas todas as intervenções de Deus na nossa vida.

Meditando para o XXIII domingo do tempo comum- dehonianos