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terça-feira, 27 de junho de 2017




 A todos nós, Jesus diz: “não temais”.

O medo – de parecer antiquado, de ficar desenquadrado em relação aos outros, de ser ridicularizado, de ser morto – não pode impedir-nos de dar testemunho. A Palavra libertadora de Jesus não pode ser calada, escondida, escamoteada; mas tem de ser vivamente afirmada com palavras, com gestos, com atitudes provocatórias e questionantes. Viver uma fé “morninha” (instalada, cómoda, que não faz ondas, que não muda nada, que aceita passivamente valores, esquemas, dinâmicas e estruturas desumanizantes), não chega para nos integrar plenamente na comunidade de Jesus.
De resto, o valor supremo da nossa vida não está no reconhecimento público, mas está nessa vida definitiva que nos espera no final de um caminho gasto na entrega ao Pai e no serviço aos homens; e Jesus demonstrou-nos que só esse caminho produz essa vida de felicidade sem fim que os donos do mundo não conseguem roubar.
(…) Se nos entregarmos confiadamente nas mãos desse Deus, que é um pai que nos dá confiança e protecção e é uma mãe que nos dá amor e que nos pega ao colo quando temos dificuldade em caminhar, não teremos qualquer receio de enfrentar os homens.


Senhor, nós Te pedimos por todos os nossos irmãos e irmãs atingidos pela inquietude (e nós também). Que o teu Espírito nos fortaleça na confiança.


Meditando para o 12º Domingo do tempo comum do ano A - Dehonianos





terça-feira, 20 de junho de 2017





Deus nunca Se ausentou da história dos homens; Ele continua a construir a história da salvação e a insistir em levar o seu Povo ao encontro da verdadeira liberdade, da verdadeira felicidade, da vida definitiva.
Como é que Deus age hoje no mundo? A resposta que o Evangelho deste domingo dá é: através desses discípulos que aceitaram responder positivamente ao chamamento de Jesus e embarcaram na aventura do “Reino”. Eles continuam hoje no mundo a obra de Jesus e anunciam – com palavras e com gestos – esse mundo novo de felicidade sem fim que Deus quer oferecer aos homens.
Atenção: Jesus não chama apenas um grupo de “especialistas” para O seguir e para dar testemunho do “Reino”. Os “doze” representam a totalidade do Povo de Deus. É a totalidade do Povo de Deus (os “doze”) que é enviada, a fim de continuar a obra de Jesus no meio dos homens e anunciar-lhes o “Reino”. Tenho consciência de que isto me diz respeito e que eu pertenço à comunidade que Jesus envia em missão?


Nós Te damos graças pela bondade de Jesus, porque Ele cuidou das multidões humanas quando estavam fatigadas e abatidas, como ovelhas sem pastor. Nós Te bendizemos pelos apóstolos que instituíste.
Mestre da seara, nós Te pedimos: envia operários para a tua seara. Torna-nos acolhedores do Reino dos Céus que está bem próximo.


Meditando para o 11º Domingo do tempo comum do ano A - Dehonianos


segunda-feira, 15 de maio de 2017








“Eu sou o caminho, a verdade e a vida.”

Jesus Cristo dá-se-me a conhecer, não apenas para que eu o conheça, mas para que também outros o possam conhecer, através de mim.
Quem O conhece, conhece a Deus. Ele está em Deus e Deus está nele. Porque são um só, as suas palavras e obras são as de Deus. E, já no fim deste seu dar-se a conhecer, fá-lo como começou: convidando à fé.
Quem acredita nele realizará as obras que ele realiza e maiores ainda, porque, uma vez que vai para junto de Deus, poderá interceder junto de Deus por todo aquele que nele acredita.

O acreditar deve ser algo também prático: mesmo sem querer, o que faço deve denunciar aquilo em que acredito! Se acredito em Jesus Cristo, devo pensar, sentir e agir como ele. E não devo duvidar de que sou capaz, porque ele está sempre comigo, e intercedendo por mim junto de Deus Pai.


Agradeço-te por te dares a conhecer a mim, ó Cristo Jesus. Neste meu momento contigo, quero renovar a minha vontade de que tu sejas o meu caminho, a minha verdade a minha vida. Peço-te perdão pelos outros desvios que tenho tomado e que, no final, não me têm satisfeito. Tu és o meu único bem! Tu és o meu único caminho, verdade e vida!



Meditando para o 5º Domingo de Páscoa do ano A



segunda-feira, 8 de maio de 2017







O tema do Bom Pastor aparece várias vezes nos Evangelhos. É uma imagem muito antiga. Ao longo dos séculos Israel amadureceu uma ideia nascida do seu passado nómada: Deus cuida e protege o seu povo como um bom pastor que dá a vida pelas suas ovelhas. Ezequiel, cinco séculos antes de Jesus nascer, descreveu magnificamente as acções de Deus como o Bom Pastor… proteger o rebanho, proporcionar pastos abundantes, procurar a ovelha perdida, curar a ovelha ferida, pôr aos ombros os cordeiros, defende-los dos animais ferozes…
Os primeiros cristãos, ao ver a preocupação de Jesus pelos pobres, doentes e pecadores, viram n’Ele o Bom Pastor anunciado pelos profetas: Deus em pessoa cuidando do seu povo. Os primeiros cristãos imitaram o seu Mestre. Viviam como irmãos, ajudavam-se mutuamente e eram solidários com os outros… fizeram suas as atitudes do Bom Pastor.
Hoje, também nós devemos fazer o mesmo.

O Senhor é meu pastor,
Ele cuida de mim e me conduz.
O Senhor conhece-me e chama-me pelo meu nome.
Protege-me de qualquer perigo e enche de paz a minha vida. 


Meditando para o 4º Domingo de Páscoa do ano A


terça-feira, 2 de maio de 2017





“ Contaram (…) como O tinham reconhecido ao partir do pão”


Jesus, vivo e ressuscitado, caminha ao nosso lado. Ele é esse companheiro de viagem que encontra formas de vir ao nosso encontro – mesmo se nem sempre somos capazes de O reconhecer – e de encher o nosso coração de esperança.
É através da Palavra de Deus, escutada, meditada, partilhada, acolhida no coração, que Jesus nos indica caminhos, nos aponta perspetivas novas, nos dá a coragem de continuar, depois de cada fracasso…
É na partilha do Pão eucarístico. Sempre que nos sentamos à mesa com a comunidade e partilhamos o pão que Jesus nos oferece, damo-nos conta de que o Ressuscitado continua vivo, caminhando ao nosso lado, alimentando-nos ao longo da caminhada, ensinando-nos que a felicidade está no dom, na partilha, no amor.
E quando O encontramos, temos de O levar para os caminhos do mundo, temos de partilhá-l’O com os nossos irmãos, temos de dizer a todos que Ele está vivo e que oferece aos homens (através dos nossos gestos de amor, de partilha, de serviço) a vida nova e definitiva.

Nós Te pedimos, Senhor: torna-nos atentos à tua presença, cura os nossos corações, tão lentos a crer; fica connosco, quando se aproxima a noite, e ilumina o nosso caminho.


Meditando para o 3º Domingo de Páscoa do ano A



segunda-feira, 24 de abril de 2017





Encontrar Jesus na comunidade

Os primeiros cristãos acreditaram em Jesus Ressuscitado pouco a pouco. Alguns demoraram mais tempo a descobrir que Jesus, morto na cruz, estava vivo e os convidava a segui-Lo. Foi o caso de Tomé.
Como é que se chega à fé em Cristo ressuscitado?
Podemos fazer a experiência da fé em Cristo vivo e ressuscitado na comunidade cristã, que é o lugar natural onde se manifesta e irradia o amor de Jesus. Tomé representa aqueles que vivem fechados em si próprios e que não faz caso do testemunho da comunidade, nem percebe os sinais de vida nova que nela se manifestam.
Tomé acaba, no entanto, por fazer a experiência de Cristo vivo no interior da comunidade, quando no “dia do Senhor” volta a estar com a sua comunidade. É uma alusão clara ao Domingo, ao dia em que a comunidade é convocada para celebrar a Eucaristia: é no encontro com o amor fraterno, com o perdão dos irmãos, com a Palavra proclamada, com o pão de Jesus partilhado, que se descobre Jesus ressuscitado.

Senhor Jesus,
Obrigada pela Vida Nova que nos transforma. Como Tomé, nós Te pedimos:
Senhor, aumenta a nossa fé.



Meditando para o 2º Domingo de Páscoa do ano A




domingo, 16 de abril de 2017






Páscoa! 
Mergulhada no coração da nossa fé!
Mergulhada nas fontes do nosso Baptismo!
Hoje, a Ressurreição de Cristo é para nós algo mais que um vago sentimento? 
A Ressurreição de Cristo é o “dínamo” das nossas vidas de baptizados?
A Ressurreição de Cristo é a energia que nos envia a testemunhar: “Cristo está vivo! 
Nós encontrámo-l’O!”?

Deus nosso Pai, a força do teu Espírito abriu o túmulo, o teu Filho ressuscitou na luz deste dia eterno de Páscoa.
Nós Te pedimos: abre os olhos do nosso coração, como fizeste ao discípulo que viu e acreditou, abre os nossos espíritos à inteligência das Escrituras.


Meditando para o Domingo de Páscoa do ano A- Dehonianos




segunda-feira, 10 de abril de 2017

«Bendito o que vem em nome do Senhor»

Multidão, festa, louvor, bênção, paz: respira-se um clima de alegria. Jesus despertou tantas esperanças no coração, especialmente das pessoas humildes, simples, pobres, abandonadas, pessoas que não contam aos olhos do mundo. Soube compreender as misérias humanas, mostrou o rosto misericordioso de Deus, inclinou-Se para curar o corpo e a alma. E agora entra na Cidade Santa…
Jesus não entra na Cidade Santa, para receber as honras reservadas aos reis terrenos, entra para ser flagelado, insultado e ultrajado, entra para receber uma coroa de espinhos, uma cana, um manto de púrpura; Jesus entra em Jerusalém para morrer na Cruz. E é precisamente aqui que refulge o seu ser Rei segundo Deus: o seu trono real é o madeiro da Cruz a sua força é a força de Deus, que enfrenta o mal do mundo, o pecado que desfigura o rosto do homem. Toma sobre Si o mal, o pecado do mundo, incluindo o nosso pecado, e lava-o; lava-o com o seu sangue, com a misericórdia, com o amor de Deus.

Durante toda esta Semana Santa, ergamos os olhos para Cristo na sua Paixão por Deus seu Pai, na paixão pelos homens seus irmãos. Para que nós também sejamos apaixonados!



Meditando para o Domingo de Ramos do ano A








terça-feira, 4 de abril de 2017






«Quem acredita em Mim nunca morrerá»


A acção de dar vida a Lázaro representa a concretização da missão que o Pai confiou a Jesus: dar vida plena e definitiva ao homem. Por isso, Jesus, antes de mandar Lázaro sair do sepulcro, ergue os olhos ao céu e dá graças ao Pai: a sua oração revela a sua comunhão com o Pai e a sua obediência na concretização do Seu plano. Depois, Jesus mostra Lázaro vivo na morte, provando à comunidade dos crentes que a morte física não interrompe a vida plena do discípulo que ama Jesus e O segue.
A família de Betânia representa a comunidade cristã, formada por irmãos e irmãs. Todos eles conhecem Jesus, são amigos de Jesus, e O acolhem na sua casa e na sua vida. Essa família também faz a experiência da morte física. Mas ser amigo de Jesus é saber que Ele é a ressurreição e a vida e que dá a vida plena, em todos os momentos. Para os “amigos” de Jesus – para aqueles que acolhem a sua proposta e fazem da sua vida uma entrega a Deus e um dom aos irmãos – não há morte… Podemos chorar a saudade pela partida de um irmão, mas temos de saber que, ao deixar este mundo, ele encontrou a vida plena, na glória de Deus.

Senhor, agradecemos-Te pelos amigos que nos deste. Com eles aprendemos o valor imenso de uma mão amiga que, sem nada pedir em troca, nos ajuda a caminhar. 



Meditando para a 5ª semana da quaresma do ano A




segunda-feira, 27 de março de 2017







«Sou a luz do mundo»

Nesta caminhada quaresmal, a liturgia apresenta-nos a cura do cego de nascença. Jesus é a luz do mundo que vem abrir os nossos olhos à fé, à nossa adesão plena como discípulos. Quando tudo parece perdido, Jesus faz-se próximo, com o seu brilho, para dar sentido à nossa vida. Assim, são-nos apresentados dois caminhos: o caminho da visão plena, percorrido por aquele homem inicialmente cego, mas que chegou ao reconhecimento de Jesus como Messias; e o caminho da cegueira obstinada, renitente, personificada pelos fariseus e pelas autoridades judaicas que se recusaram em reconhecer, em ver, em Jesus a luz do mundo.
 Aquele homem curado, que inicialmente nem sabia “onde estava Jesus”, sabe, agora, que Jesus “vem de Deus”, caso contrário, “nada poderia fazer”. Era a sua fé a crescer, a sua adesão a Cristo mais consciente. Bem pelo contrário, as autoridades judaicas fecharam-se definitivamente na sua cegueira.

Abre os meus olhos à tua luz, Senhor! Abre meus olhos para Ti e para os irmãos. Fortalece a minha fé em Ti e fortalece meus braços para abraçar meus irmãos.



Meditando para a 4ª semana da quaresma do ano A





segunda-feira, 20 de março de 2017







“…Mas aquele que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede…”

Jesus senta-se à beira de um poço. Naquele mesmo momento, vem uma mulher para tirar água. E, inesperadamente, dá-se um encontro, porque Jesus toma a iniciativa.
Depois de algum diálogo, o encontro ganha uma outra intensidade, Jesus remete para o conhecimento de Deus e de si e já não se refere à água do poço mas à água viva. Jesus vai dando a conhecer-se à samaritana. Se antes falava da sua sede e da água viva, agora identifica-se com aquele que é capaz de dar uma água que saciará para sempre a sede e que conduzirá à vida plena quem dela beber. Apercebendo-se disto, a samaritana não hesita em suplicar que lhe dê a beber dessa água.
A palavra-chave é conhecer! Jesus dá-se a conhecer. Hoje, sou interpelado a dedicar mais atenção a Jesus, a estar mais atento às vezes que Ele se encontra comigo para Se dar a conhecer, a procurar conhecê-Lo mais e melhor de modo a descobrir como só Ele mata todas as minhas sedes, sobretudo, a sede de uma vida plena.


Obrigado, Jesus, por partilhares comigo a água que satisfaz todas as minhas sedes e que se transforma em fonte dentro mim ao serviço dos outros. Peço desculpa por teimar procurar a água viva noutros sítios e por contentar-me com a água que me sacia apenas momentaneamente. 



Meditando para o 3º Domingo da quaresma do ano A



segunda-feira, 13 de março de 2017






“Este é o meu Filho muito amado:
Escutai-O”

O Evangelho desta semana é uma catequese que nos ensina que Jesus é o Filho de Deus e que o projecto que Ele propõe vem de Deus: um projecto salvador e libertador em favor dos homens através do dom da vida, da entrega total de si próprio por amor. 
Os discípulos de Jesus tinham acabado de ouvir a anunciação da Paixão de Jesus; Ele ia ser entregue e havia de sofrer. Estas palavras eram difíceis de perceber e desanimaram os discípulos: porque no horizonte próximo do seu líder está a cruz e, também, porque o mestre exige dos discípulos que aceitem percorrer um caminho semelhante.
Para os encorajar, Jesus mostra-lhe que o fim não é o sofrimento, mas a Vida e a Ressurreição.
   
Senhor Jesus,
Nós Te damos graças por este momento de luz, pela alegria e pela felicidade que nos dá a tua presença radiosa. Estabelece a tua tenda nas nossas casas: levanta-nos quando estamos abatidos e com medo; cura os nossos corações para os tornar atentos na escuta da tua palavra.


Meditando para a 2ª semana da Quaresma do ano A



segunda-feira, 6 de março de 2017







“Nem só de pão vive o homem mas de toda a Palavra que sai da boca de Deus”

No silêncio do deserto, Jesus foi tentado a optar por um projeto de vida baseado no ter, na fama e no poder. São ainda hoje as tentações de muitos.
Jesus, atento a vontade do Pai, opta por um projeto de vida que consiste em colocar como essencial na vida o amor incondicional aos outros.
Vivamos a quaresma como um tempo de deserto. Faz-se deserto, mesmo estando no ruido da cidade, para que aconteça conversão, resistência às tentações, experiência do amor de Deus.
Somos convidados a seguir Jesus orante que no deserto nos diz que “nem só de pão vive o homem mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.
É um convite a alimentar-nos mais da Palavra de Deus, a Escutá-la com mais atenção e a estarmos disponíveis para que ela nos interpele e nos faça mudar de atitudes.

Senhor Jesus,
Fica connosco ao longo destes quarenta dias. Que a Tua Palavra seja uma luz na nossa vida e que tenhamos a coragem necessária para A seguir.



Meditando para o 1º Domingo da Quaresma do ano A


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017









“Portanto, sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito”.

Jesus não nos convida a sermos legalistas mas “perfeitos”: a caminhar na estrada do amor para alcançar a santidade. Não nos convida simplesmente a sermos observadores de leis e normas, mas que sejamos e nos sintamos filhos. Filho é aquele que faz o que agrada ao pai.
A nossa meta é amar sem medida, como faz Deus connosco. Amar quem já sabemos que nos ama, saudar apenas as pessoas que já nos conhecem e saber que delas recebemos todo o carinho… o que tem de extraordinário? Se apenas amo estes, vivo uma perfeição egoísta que acabará por morrer.
Como filhos de Deus temos de ser superiores a isso: ser perfeitos no amor sem limites, com um coração disponível para abraçar a todos sem excluir ninguém. Ser perfeito como o Pai celeste é, ser perfeito no amor que se dá sem medida. Este é o nosso caminho, esta é a nossa meta para a eternidade, a vida em Deus. E só isto nos basta.


Senhor,
Ajuda-me a chegar aos outros com misericórdia, a educar o coração para que seja generoso, a ser cada dia AMOR.  


Meditando para o 7º Domingo do tempo comum do ano A



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017






A Lei enraizada nos nossos corações!


Hoje, Jesus diz-nos que o que nos propõe o Antigo Testamento continua a ser válido. Nem um só mandamento de Deus deve ser menosprezado.
Com estas palavras, Jesus reconhece o trabalho das gerações anteriores e confere-lhes validade. Ele não parte do zero, como se a humanidade não tivesse feito nada de bom até esse momento. Contudo, Jesus vem alargar estes mandamentos; não basta deixar de fazer o que é proibido pela lei, é preciso também que não tenhamos vontade de o fazer.
 Ao longo dos tempos, a humanidade progrediu em muitos campos, também no campo dos direitos humanos e da justiça.
Jesus convida-nos a olhar o mundo com olhos de esperança. Valem a pena os sonhos de solidariedade, de igualdade e de justiça que o ser humano construiu. Mas, sem fechar os olhos ao caminho que falta percorrer, na defesa da vida, na defesa dos pobres, na resolução pacífica dos conflitos, a humanidade avança. 
Neste empenhamento não estamos sós. Jesus acompanha-nos.

Senhor, que os Teus mandamentos fiquem gravados no nosso coração, para que possamos atingir a perfeição na relação conTigo e com os irmãos. Pois, com os nossos defeitos e fracassos, queremos, Senhor, caminhar na direcção da felicidade plena.


Meditando para o 6º Domingo do tempo comum do ano A







segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017







“Vós sois o sal da terra… Vós sois a luz do mundo.”

Na medida certa, o sal dá um sabor especial aos alimentos e ajuda-os a conservar por longo tempo. Assim, os discípulos são o condimento especial para dar sabor à terra, aos âmbitos da vida humana.

“Vós sois a luz do mundo”. Jesus é a grande luz que brilhou para os que viviam nas trevas. Agora, também os discípulos de Jesus são luz, luz do mundo; é o próprio Jesus quem o atesta.

Já paramos para pensar em tamanha dignidade e tão grande responsabilidade? Como ficar de braços cruzados, se o mundo espera o nosso sabor de discípulos de Jesus? Damo-nos conta da beleza da nossa vocação como discípulos, luz do mundo? O verdadeiro discípulo é, por si só, a luz que o mundo espera.
Vivamos o evangelho do Reino e o nosso mundo recuperará o sabor de Jesus.


Conheces, Senhor, a nossa fragilidade; no entanto designaste-nos “sal da terra”, “luz do mundo”; e não queremos dececionar-te. Escutando o teu evangelho e vendo as tuas boas obras, deste-nos a dignidade de discípulos, deste-nos o teu sabor, o sabor da entrega aos irmãos. Ajuda-nos, todos os dias, a assumir a nossa identidade de enviados, a beleza da nossa vocação. Que o nosso agir, Senhor, como o teu, seja gasto em dar sabor e luz à nossa terra.



Meditando para o 5º Domingo do tempo comum do ano A




terça-feira, 24 de janeiro de 2017






“Arrependei-vos, porque o Reino de Deus está próximo”


Jesus propõe aos homens de toda a terra a Boa nova da chegada do “Reino”. 
Para que este “Reino” seja possível, Jesus pede a “conversão”. Ela é, antes de mais, um refazer a existência, de forma a que só Deus ocupe o primeiro lugar na vida do homem. Implica, portanto, despir-se do egoísmo que impede de estar atento às necessidades dos irmãos; implica a renúncia ao comodismo, que impede o compromisso com os valores do Evangelho; implica fazer da vida um dom e um serviço aos outros…
O compromisso de Pedro e André, Tiago e João com Jesus e com o “Reino” define os traços essenciais da caminhada de qualquer discípulo… Em primeiro lugar, é preciso ter consciência de que é Jesus que chama e que propõe o Reino; em segundo lugar, é preciso ter a coragem de aceitar o chamamento e fazer do “Reino” a prioridade essencial; em terceiro lugar, é preciso acolher a missão que Jesus confia e comprometer-se corajosamente na construção do “Reino” no mundo.
É este o caminho que eu tenho vindo a percorrer?


Senhor,
Converte os nossos corações á tua presença nas nossas vidas. Tu, que nos envias como pescadores de homens, fortalece a nossa fé em TI.



Meditando para o 3º Domingo do tempo comum do ano A - Dehonianos





segunda-feira, 16 de janeiro de 2017







«Eis o Cordeiro de Deus»

João é o apresentador oficial de Jesus, afirmando que Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, e que Jesus é o Filho de Deus.
Jesus não foi mais um “homem bom”, que coloriu a história com o sonho ingénuo de um mundo melhor. Ele é o Deus que Se fez pessoa, que assumiu a nossa humanidade, que trouxe até nós uma proposta objectiva e válida de salvação e que hoje continua presente e activo na nossa caminhada, concretizando o plano libertador do Pai e oferecendo-nos a vida plena e definitiva. Ele é, agora e sempre, a verdadeira fonte da vida e da liberdade.
O Pai investiu Jesus de uma missão: eliminar o pecado do mundo. No entanto, o “pecado” continua a enegrecer o nosso horizonte diário, traduzido em guerras, vinganças, terrorismo, exploração, egoísmo, corrupção, injustiça…
A nossa missão, seguindo Jesus, consiste em lutar contra “o pecado” instalado no coração de cada um de nós e instalado em cada degrau da nossa vida colectiva. A missão dos seguidores de Jesus consiste em anunciar a vida plena e em lutar contra tudo aquilo que impede a sua concretização na história.

“Obrigada, Senhor, por nos mostrares os caminhos que conduzem à verdadeira felicidade





Meditando para o 2º Domingo do tempo comum do ano A







segunda-feira, 9 de janeiro de 2017





«Ouvido o Rei, puseram-se a caminho. (…) Ao ver a estrela, sentiram grande alegria. Entraram em casa, viram o Menino com Maria, sua Mãe e, prostrando-se diante d’Ele, adoraram-n’O».

Pôr-se a caminho é a atitude de quem espera e crê. Caminham à luz da estrela. Com grande alegria. Ao ver o Menino, prostrando-se, adoram-No. Seguindo os Magos, percorremos também nós o itinerário de quem procura sinceramente a Deus. Encontraremos também nós a Deus que nos precede e nos espera, como espera todas as gentes do mundo.
Terminada a manifestação e o encontro com o Deus Menino, regressam à sua terra “por outro caminho.
Apesar dos planos de Herodes, os Magos tornam-se anunciadores da luz verdadeira, do amor profundo e infinito de Deus. A luz de Deus que transforma a vida do crente porque o faz encontrar com a luz de Deus. É a essa luz que todos somos chamados: luz que ilumina os homens e as mulheres de hoje, homens e mulheres novos à luz de Deus e da sua verdade.

Também nós Senhor queremos caminhar o caminho novo que Tu nos queres dar quando nos encontramos verdadeiramente conTigo. Por isso Te pedimos que nos guies com a estrela da Fé que nos conduz a Ti.


Meditando para a Solenidade da Epifania do Senhor do ano A



segunda-feira, 3 de março de 2014





Para lá das coisas …

Esta passagem do sermão da montanha assenta muito bem na nossa cultura. Vivemos agarrados ao bem estar que as coisas materiais nos dão. Jesus quer libertar-nos da ilusão que a felicidade de uma pessoa consiste em ter abundância.

Os bens materiais são importantes para que as pessoas possam ser felizes precisamos de ter uma casa para vivermos, de alimentos para subsistir, de roupas para nos proteger do frio … por isso, Jesus não diz que devemos de ter uma confiança passiva na Providência de Deus, esquecendo o trabalho e a busca do necessário nesta vida.

Seria uma falta de responsabilidade descuidar a preocupação pelo bem estar da família. Jesus não disse “Não vos preocupeis” mas “Não vos angustieis”. Não é um convite ao ócio mas a evitar a excessiva procura do ter.

 “Senhor, desejamos muitas coisas
 e esquecemos o mais importante: acompanhar-Te.
Senhor da vida simples, ensina-nos a caminhar
levando connosco apenas o necessário.
Dá-nos sabedoria para distinguir
aquilo que nos ajuda a seguir os teus passos humildes.”

Meditando para o 8º Domingo do Tempo Comum Ano A