terça-feira, 14 de maio de 2013










S. Paulo tinha-nos dito que pelo Baptismo fazemos parte desta grande família que é a Igreja, os filhos de Deus, e que, a partir daí, ficamos revestidos de Cristo.
Na catequese desta semana ele foi mais longe: Jesus dá-nos o Espírito que opera em nós o dinamismo de Jesus e nos faz clamar ABBA ó Pai. É o Espírito Santo que nos dá a força, a coragem e a vontade de sermos pessoas ao jeito de Jesus. 
Onde está o Espírito Santo? Quando actua Ele? Damo-nos conta do Esprito a actuar em nós?





Que bom é termos o Espírito Santo connosco, não nos queremos esquecer da sua presença em nós. Por isso fica o compromisso de estarmos atentos ao modo como Ele actua e de rezarmos todas as noites:
Glória ao Pai,
ao Filho
 e ao Espírito Santo
Como era no Princípio,
Agora e Sempre
Ámen.




Boa semana e que Espirito Santo abra os nossos corações à vontade de Deus Pai.






segunda-feira, 13 de maio de 2013








“olhar a terra”

A Ascenção trouxe uma grande lição para os discípulos: mostrou-lhes que a presença física do Mestre devia desaparecer, para dar lugar a uma presença espiritual e interior. Quando os discípulos experimentaram esta realidade, a sua debilidade converteu-se em fortaleza, a sua tristeza em alegria e o seu medo em entusiamo.
A Ascenção, no início dos Actos dos Apóstolos, serve para corrigir os discípulos que olham alheados para o céu. Mostra o desejo de Cristo Ressuscitado de que os cristãos olhem para a terra, onde fica a grande missão: anunciar a boa nova a quem sofre exploração; levantar a quem cai sob o peso da cruz; devolver a alegria aos tristes; ajudar os necessitados sem esperar nada em recompensa.

Senhor Jesus, fortalece a nossa esperança e a nossa relação de intimidade contigo.








Meditando para o Domingo da Ascenção do Senhor do ano C – Jose Gomez Palacios – Edições Salesianas




quinta-feira, 9 de maio de 2013

Catequese 6º ano







O 6º ano de catequese da paróquia de Rio Tinto encontrou-se num retiro/preparação para a Profissão de Fé realizado no Centro Social nos dias 3 e 4 de Maio, com direito a acantonamento e muita comum-união.


E foi vê-los chegar de mochilas às costas, disponíveis para o que desse e viesse… trouxeram a alegria estampada no rosto e na bagagem a partilha, a amizade, o desejo do convivo, a expectativa e o querer caminhar mais um pouco neste caminho de Fé que teve inicio no dia do seu Baptismo.


Para além de aprofundarmos a Fé que vamos professar no dia 9 de Junho, quisemos ir ao encontro do Padre Vidinha, estar próximo, conhecer mais, estreitar o laço que no dia do nosso baptismo, também com ele, começamos a construir.

Tempo houve para tudo: convívio, alegria, temas doutrinais, reflexão, partilha, comida… dormir é que foi pouco, mas quem quer dormir quando a amizade está bem acordada e respira juventude?

Na noite de sexta, depois das boas vindas do Padre Vidinha aos pais e "jovens", abordamos em paralelo o tema “O Baptismo” com os "Jovens" e no salão ao lado a “Profissão de Fé” com os Pais.
Os "jovens", reunidos em grupo prepararam questões para colocarem ao Padre Vidinha relativamente ao Baptismo.
Os pais, num ambiente descontraído, partilharam com O Padre Vidinha questões tão profundas como “O que é para mim a fé”, “ A fé transforma a minha vida?” “O que vão fazer os nosso filhos na profissão de fé?
Por fim, em plenário aberto, os jovens colocaram as suas questões a que o Padre Vidinha foi respondendo aproveitando para reflectirmos esta Vida Nova em Deus que um dia os nossos pais pediram para nós, os Baptizados.

Com a oração da noite foi tempo de terminarmos, darmos os beijinhos de boa noite aos pais e deixá-los ir para recolhermos aos nossos sacos cama.

No dia seguinte… mais parecia o mesmo, diria eu:) … depois do pequeno almoço com o Padre Vidinha, fomos à capela, parar um momento e  falar com Deus. 
A brincadeira tinha acabado e os trabalhos iniciaram, desta vez com o tema doutrinal “Eucaristia”. 
Novo trabalho de grupo, nova reflexão, nova partilha e tudo, como não podia deixar de ser, em conjunto com o Padre Vidinha.

Chegou a hora do almoço e as mesas estavam postas pelos pais que vieram propositadamente preparar o "bem bom" de quem a barriguinha já dava horas. E que rica mesa! Quando preparada pelos pais tudo sabe tão bem!

A tarde prosseguiu com O tema “Profissão de fé” e, mais tarde, na Igreja de Santa Maria, a explicação dos aspectos práticos do dia da Festa da Profissão de Fé bem como o ensaio dos cânticos.



Terminamos com a Eucaristia, em comunidade de crentes que comungam uma mesma Fé: Jesus Cristo Vivo.



Este encontro certamente ficará na memória dos nossos "Jovens", por tudo o que ali vivemos. As suas conclusões convergiram na certeza de que, no dia 9 de Junho, vão expressar a Fé em Deus, em Cristo Ressuscitado e na Igreja a que pertencem. 
É hora de levantarmos o acantonamento e irmos, sem medo, mostrar ao mundo, um jeito diferente de ser: o jeito de Jesus, em quem acreditamos.
Os jovens têm sede do convívio do grupo e revelaram muito interesse em conhecer de perto o nosso Pároco. Este, não se fez de rogado, deixou-se incluir neste grupo de jovens revelando a juventude que o seu coração ainda é capaz de transbordar.


Um grande bem haja ao Padre Vidinha e aos nossos "Jovens"






quarta-feira, 8 de maio de 2013

catequese 1º ano






Dia da Mãe




O mês de Maio, sendo masculino, é todo ele vestido de feminino:
- Inteiramente dedicado à Mãe de Jesus, e nossa Mãe;
- No 1º domingo, festejamos o dia da mãe;
-E, neste mês, as flores desabrocham com toda a força e esplendor.
Por isso, não podíamos deixar de dedicar um tempo especial, na catequese, para celebrar este dia, homenageando as mães dos catequizandos.


Depois de feito o Acolhimento, pautado por boa disposição e descontracção, as mães e os meninos foram convidados a entrar na sala da catequese, onde tudo estava preparado. À sua espera as mães tinham várias surpresas. Umas, preparadas pelos filhos, outras, como a presença do Sr. Pe. Garrido, reflectindo o amor de Deus Pai.
Os filhos começaram por dizer o que eles pensavam da sua mãe. Com palavras e expressões, quiseram dizer o quão importante era a mãe para eles. Depois, foi o momento de escutarmos a Palavra de Deus. Através do Evangelho de S. Lucas 1, 26-38, comentado pelo Pe. Garrido, tomamos consciência que, como Maria, também cada uma de nós foi escolhida e abençoada por Deus Pai, para ser mãe. Como Maria, cada uma deu o seu “Sim”, dando continuidade ao Projecto de Deus para o Mundo. 



A bênção de Deus fez-se presente e cada mãe a pôde receber, através do Pe. Garrido.




Aqui fica o nosso agradecimento ao Pe. Garrido pela sua disponibilidade, colaboração e carinho, com que nos presenteou. 
Neste dia, não podíamos esquecer a Mãe. Sem a sua entrega incondicional não era possível que Deus se fizesse presente no meio dos homens.

Num gesto de ternura e carinho, cada mãe ofereceu a Maria uma flor. Como demonstração da nossa devoção pela Mãe, no final, rezamos-lhe uma Ave-Maria.

A nossa homenagem aproximava-se do fim, mas ainda tínhamos mais surpresas para as mães: 



A lembrança que, com muito carinho e amor, foi preparada para as mães e, como não podia deixar de ser, o nosso lanche…

Diz o poeta:
“Fica sempre um pouco de perfume
Nas mãos que oferecem rosas
Nas mãos que sabem ser generosas.” 


Mãos generosas, são mãos de “mãe”, são mãos fecundas. Fecundidade que se manifesta não apenas naquelas que geraram vida no seu ventre, mas também naquelas que procuram acolher os outros à sua volta, para os fazer felizes.



Nas nossas mãos ficou o odor da sua generosidade, que se manifesta no amor aos filhos, à família e aos outros…


Feliz Dia da Mãe, não só este mas todos os outros que se lhe seguem!

Beijinhos e até Sábado 



terça-feira, 7 de maio de 2013

catequese 2º ano














Celebramos o dia da mãe na catequese deste sábado. Preparamos com todo o carinho, atenção e alegria este dia porque as mães são para nós reflexo do amor de Deus.


Após o acolhimento e alguma brincadeira, começamos por pedir a algumas mães que partilhassem connosco o que sentiram quando receberam a notícia da sua gravidez, como o souberam, o que fizeram…
Vivencias diferentes mas únicas na certeza da alegria que sentiram quando nos braços acolheram os seus filhos, ficando, automaticamente, superadas todas as incertezas e medos, que inicialmente poderão ter surgido no íntimo da cada uma. 
A partir daí tudo muda, os filhos tomam-nos por completo, a sua educação e o seu bem estar passam a ser o nosso objectivo principal.
Com Maria não foi muito diferente. Soube da sua gravidez por meio de um anjo que a saudou dizendo-lhe que era bendita entre as mulheres e, por isso, escolhida por Deus para ser a mãe de Jesus.
Receios, incertezas, dúvidas a assaltaram mas a sua Fé em Deus tudo fez superar e o Sim d’Ela foi pleno, “faça-se em mim a vontade do Senhor”. 
Tal como nós sentiu as alegrias e as dificuldades de quem quer educar desde o interior. Deu de comer, vestiu, ensinou a andar, a falar, a ler, brincou, ensinou a rezar…
Ela é modelo de mãe, de mulher, de educadora. e de fé. É de Deus que lhe vem a força e a coragem que ao longo da vida precisou para acompanhar o Seu filho.
Seguindo o seu exemplo aprendemos a viver com Deus no coração e a sermos melhores mães e melhores pessoas.


Agradecendo-Lhe o Seu Sim dissemos-lhe todos: Maria, gosto de Ti. 
Avé Maria, cheia de graça….






Os meninos e meninas reconhecem toda a ternura e o esforço que as mães colocam em tudo o que fazem por eles por isso quiseram manifestar-se através de cartas que cada um preparou.
Este foi um momento muito emotivo, as palavras dos filhos calam fundo na alma de quem ama incondicionalmente:  a Mãe... ali presente...
E no canto entoado ofereceram-lhes o amor, o sorriso e um alegre obrigado.




Seguidamente foi tempo de partilharmos o bolo de parabéns ás mães, não sem antes lhes oferecerem um leque pintado por eles acompanhado de um beijinho dos parabéns a você.






Depois deste alegre convívio foi tempo de regressarmos à capela para recebermos a bênção final que, através do Padre Garrido, Deus quis oferecer às mães e a todos nós ali presentes.










Da nossa árvore de vida e do amor saiu um mimo para adoçar a boca dos nossos meninos e uma flor para cada mãe.










Mais uma vez, aqui fica o nosso obrigado a cada mãe

Beijinhos e boa semana.







segunda-feira, 6 de maio de 2013





Senhor, só Tu tens palavras de vida eterna! 


Jesus gostava de dizer que nunca estava só. Vemo-l’O retirar-Se para a montanha, sozinho, mas para se juntar a seu Pai. E promete aos discípulos não os deixar órfãos porque lhes enviará o seu Espírito, o Espírito Santo, o Defensor. Na hora das grandes confidências, pouco tempo antes da sua paixão, Jesus anuncia aos seus discípulos que virá habitar neles com o seu Pai, na condição de permanecerem fiéis à sua palavra. Parece dizer: “se quereis que venhamos habitar em vós, aceitai permanecer fiéis a toda a mensagem que vos transmiti”. Não somente o Pai e o Filho querem habitar nos discípulos, mas o Espírito Santo também habitará neles para os ensinar e fazê-los recordar-se de tudo o que Jesus lhes disse. 
Sabemos que há duas formas de morte: a morte física e o esquecimento. Jesus veio anunciar aos seus discípulos que, após a sua morte, Ele ressuscitará, e o Espírito Santo ajudará os discípulos a não esquecer o que fez e disse: eles farão memória, recordando-se d’Ele, mas, sobretudo, proclamando-O vivo hoje até à sua vinda na glória.

 “Senhor Jesus, nós Te pedimos: mantém-nos fiéis à tua Palavra, dá-nos a paz, a tua paz, aquela de que o mundo tem necessidade. O teu Espírito de Paz.”


Meditando para o 6º Domingo de Páscoa do ano C - Dehonianos






quinta-feira, 2 de maio de 2013











O rosto da Mãe

Corria-se a volta à Itália em bicicleta. Na etapa da montanha, os ciclistas escalavam o monte com muita dificuldade. De repente, Bartali saiu do pelotão e, pedalando, pedalando, mantém a fuga e chega isolado a cortar a meta.
Fazem-se muitas perguntas, inúmeros comentários sobre a proeza. O próprio Bartali acabou por explicar o sucesso: Foi muito simples, estava cansado, como todos os meus companheiros. Levantei então a cabeça e olhando a linha do horizonte, divisei a saliência de uma pedra que parecia desenhar o rosto de minha mãe. Veio-me à cabeça a sua preocupação pelos meus irmãos mais novos. Eles precisavam que eu ganhasse aquela etapa. O prêmio dos Alpes era muito importante para lhes pagar os estudos. Foi como se eu tivesse tomado uma injeção de energia. Se soubessem como as minhas pernas começaram a pedalar?! Vamos, tenho que ganhar! disse para comigo próprio.
Quando cortei a meta no meio dos aplausos, senti que aquela etapa tinha sido ganha pela minha mãe.


Se ganhamos o Céu, é a nossa mãe do Céu que o ganha para nós. Não o ganhamos sem Ela. Ela puxa-nos para cima, e tem pressa de que o ganhemos. Nas várias etapas da nossa vida, sobretudo se são de montanha, reconheçamos o rosto de Maria, nossa mãe e causa da nossa esperança. Digamos-lhe muitas vezes, ao longo do dia: Minha Mãe, minha confiança.




Transcrito do Livro Os Mistérios de Maria, de Antônio Cardigos.