sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Catequese 7º ano




“Verdade”


Depois de falarmos sobre o tema Paz, nas últimas duas catequeses o tema abordado foi a “Verdade como Caminho”.

Começamos então por distinguir verdade (sinceridade, lealdade…) de mentira (manipulação, hipocrisia…).


Após esta diferenciação, colocamos às nossas meninas 4 questões e deixámos-vos aqui algumas das respostas:

1)      Porque nos agradam as pessoas sinceras?

-       “Porque ninguém gosta de mentira, embora, às vezes, a verdade seja dura é sempre o caminho que nós havemos de seguir e ouvir”.
-       “Agradam-nos as pessoas sinceras porque, por muito as pessoas mintam, nas sinceras podemos confiar”.
-       “Porque nós não queremos que nos mintam, mas queremos que sejam sinceros”.

2)      Porque é que, às vezes, me custa muito ser verdadeiro?

-        “Às vezes, custa-me ser verdadeiro porque sinto que com a verdade posso magoar alguém”.
-        “Às vezes custa muito, porque a verdade tem mais obstáculos e desafios do que a mentira que é o caminho mais fácil de perseguir”.
-        “Para não magoar as pessoas”.

3)      Quais as consequências de não sermos verdadeiros?

-       “Maldade, sentes um peso em cima dos ombros, poucos amigos e um desvio para o caminho da verdade, que passado algum tempo te vai magoar”.
-       “As consequências de não ser verdadeiro são que para além de sentir um aperto, essa mentira se descobrirem pode-se tornar num problema maior”.
-       “No final descobrirão que estamos a mentir e ficarão chateados connosco”.

4)      Será que existe alguma relação entre a verdade e o bem?

-       “Sim, porque a verdade é o caminho para o bem e é o que Jesus nos pretende mostrar, daí estarem interligadas”.
-       “Tem, porque a verdade é o caminho correcto, não devemos mentir, e o “caminho correcto” é a representação do bem, é o caminho que devemos seguir”.
-       “Sim, a verdade é uma coisa boa (é um bem)”.

Com estas perguntas concluímos que:

·         Temos dentro de nós o desejo da verdade;
·         Se caímos na mentira, sentimo-nos tristes e inquietos na nossa consciência;
·         Procuramos a verdade, porque queremos fazer o bem e evitar fazer o mal;
·        A verdade é necessária para nos sentirmos livres do nosso egoísmo (caprichos), para uma boa relação connosco próprios, com os outros e sobretudo com Deus;
·         Quem está de bem com Deus, não pode viver na mentira.



Jesus também foi questionado sobre a verdade, quando Pilatos Lhe perguntou “O que é a verdade?”. Porém, Jesus não respondeu e na Última Ceia afirmou 
“Eu sou a verdade” (Jo 17, 13-21).




Concluímos que precisamos de Deus para
termos uma boa consciência que nos guie para a verdade. Procuramos então ser livres no caminho da verdade – Jesus





Catequese 1º ano










Durante as últimas semanas, os meninos e meninas do 1º ano têm vindo a falar que Jesus cresceu em Estatura e Sabedoria. Esta semana, aprenderam ainda que Jesus cresceu também de uma outra forma – em GRAÇA!
Descobriram que o nosso coração, dependendo do que sentimos, pode ser preto (se estivermos tristes) ou vermelho (se estivermos felizes). Com isto, identificamos vários sentimentos, para percebermos se eram bons ou maus. Concluímos que GRAÇA é um sentimento bom.

Jesus cresceu em Graça, não só com a ajuda dos pais mas também com a ajuda de Deus, pois crescer em Graça é crescer no amor de Deus. Para crescer assim é simples, devemos falar com Deus, escutá-lo e agir como Ele nos pede.

E não se esqueçam do compromisso desta semana – todos os dias temos de dar uma palavrinha ao nosso novo amigo.



Até sábado! J


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016




Na quarta-feira de cinzas iniciamos um tempo novo, a Quaresma. Para muitos é tempo pesado e triste, marcado, de início, pela imposição das cinzas; para nós, porém, como diz um dos prefácios, é graça que Deus concede todos os anos para nos prepararmos “na alegria do coração purificado, para a celebração das festas pascais” e a oração mais intensa e a caridade mais diligente são apontadas como indispensáveis neste processo de purificação pessoal e comunitária, em busca do mais essencial e autêntico da vida cristã, a “plenitude da filiação divina”.

A partir do Evangelho de hoje reflectimos que, o ser humano tende a fazer propaganda das próprias boas obras. Jesus previne seus discípulos contra isso. Dar esmola, rezar, jejuar, receber as cinzas só para chamar a atenção sobre si mesmo não tem valor perante Deus. O que realmente conta é a atitude interior de conversão a Deus e aos irmãos. Por isso é que Jesus insiste: tudo se faça com discrição e humildade. Do contrário, podemos ficar reféns da aprovação dos outros para o que realizamos. Então caímos no perigo de dar aparência de virtude para algo que não passa de ostentação e exibicionismo. Desse modo, enganamos o próximo e a nós mesmos. Podem até nos aplaudir, mas isto seria uma recompensa fugaz e vazia. Importa a aprovação de Deus, que conhece o nosso íntimo e a quem nada passa despercebido.



terça-feira, 9 de fevereiro de 2016







Jesus quando acabou de falar á multidão disse a Simão “Faz-te ao largo e lançai as redes para a pesca”
Embora tivessem pescado toda a noite e não tinha saído peixe  Simão respondeu-lhe “se tu o dizes lançarei as redes”
Simão obedeceu. Simão teve medo. O temor apoderou-se dele e de todos os seus companheiros, por causa do que tinha acontecido.
Reconhece Jesus, lançou-se a seus pés e perante o seu Mestre reconhece que é um homem pecador.
Jesus diz a Simão: Não temas daqui em diante serás pescadores de Homens
Eles deixaram tudo e seguiram Jesus.

Todos nós somos chamados a ser pescadores de homens. Temos a missão de combater o mal, a injustiça, o egoísmo, a miséria, tudo o que impede os nossos irmãos de viver a vida com dignidade e ser feliz.

Jesus,
Também nós queremos estar contigo no mesmo barco.
Queremos escutar a tua palavra, a tua proposta, cumprir as tuas indicações e seguir o teu caminho.

Queremos seguir Jesus.


Ação de graças - 3º ano





segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016








«Faz-te ao largo e lança as redes para a pesca».

Estranhas palavras, para quem vem dizer ‘a palavra de Deus’. Não eram estas as palavras que esperavam, certamente. Que pode ensinar um ‘carpinteiro’ a pescadores experimentados? Que loucura, lançar as redes durante o dia… todos sabem que se pesca de noite!

Que nos pede Deus? Confiar mais n’Ele que nos nossos saberes e fazeres? Tantas canseiras na nossa vida, tanto trabalho durante a nossa noite para a pesca… e, sem Deus, revela-se a nossa impotência: «Andámos na faina toda a noite e não apanhámos nada». E se Pedro não tivesse obedecido? Que milagres portentosos perdeu Deus em nós, por falta de confiança na sua palavra? Deus só precisa de uma palavra nossa, “lançarei as redes”, para o milagre acontecer… Tão pouco para um milagre imenso!

Perdão, Senhor, porque me afano em esforços inúteis, sem ti.
Hoje, Senhor, confiarei na tua palavra, “lançarei as redes”, para que possas fazer-te abundante no coração de tantos que vieram ao lago ouvir a palavra de Deus. Senhor, dá-me um coração crente e obediente à tua palavra.




Meditando para o 5º domingo do tempo comum - ano C



quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016





Sábado passado não houve catequese pois estivemos reunidos  com outros catequistas da vigararia, num dia a nós direcionado: o dia  Vicarial do catequista.



O tema a reflectir foi, “o catequista com instrumento de misericórdia”.

O objectivo principal foi o de nos encontrarmos connosco próprios no sentido de reflectirmos o como e o porquê de sermos  instrumentos de misericórdia.

O catequistas é alguém que deve agir, deve levar para a sua missão a misericórdia,  envolve a vida.
Antes de tudo deve contemplar a misericórdia de Deus para depois a levar para a vida.
Ser catequista implica toda a vida e a vida toda do catequista centrada em Jesus.
Antes das palavras é necessário a testemunho a partir do encontro com Jesus.
Para isso é necessário procurar espaços de encontro com Ele, na escuta da Palavra e do silêncio.

E foi no silêncio que cada um foi convidado a estar com Jesus para reflectir:
O testemunho da comunidade cristã é suficiente para nos ajudar a fazer caminho?
Fazemos a experiência de que Deus caminha connosco?
Será que caminhamos tristes, sem alegria, como se Deus não estivesse ao nosso lado?
Já me pus a caminho com os catequizandos de forma humilde respeitando o ritmo de cada um?
Será que medito a Palavra de Deus? Ajuda-me a sentir o momento da Eucaristia?
Já entendo que na catequese tudo conflui para a Eucaristia?

Depois do almoço, em grupo , fizemos uma analogia entre as nossas catequese e a passagem Bíblica dos discípulos de Emaús, seguida  de plenário.
Concluímos que:
 - A relação com o catequizando é assimétrica.
- A relação não é em sentido único.
- O catequista influencia não para moldar á sua maneira mas para levar a um encontro com Jesus.
- Está orientado para o desaparecimento – após conversão desaparece para dar lugar ao espírito santo. Estamos ao serviço do projecto de Deus temporariamente.

Terminamos o encontro com um momento de oração na Igreja certos de que, antes de cultivar temos que, continuamente, trabalhar o ser.







segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016






Jesus não deixa ninguém indiferente. Os seus compatriotas admiram-se, espantam-se com o seu ensino, ficam furiosos, tentam expulsá-lo da cidade… Mas é em Nazaré que Jesus inicia a sua pregação. As pessoas sabem quem Ele é, conhecem a sua profissão, a sua família, mas ignoram o seu mistério.
Como poderiam imaginar que Ele vem de Deus, que é o Filho de Deus?
É necessário o tempo de provação para que os seus olhos se abram, os olhos da fé postos à prova pela morte e ressurreição do seu compatriota. E, vemo-lo bem ao longo de todo o Evangelho, são aqueles que nunca ninguém imaginou que vão fazer acto de fé e beneficiar das palavras e dos gestos de salvação do Filho de Deus. Como os profetas Elias e Eliseu, Jesus manifesta que Deus ama todos os homens; a salvação que veio trazer é oferecida a toda a humanidade.

“Senhor Deus,
nós Te damos graças pelo teu amor infinito, que nos revelaste em Jesus, teu Filho. Nós te pedimos que o teu Espírito sustente a nossa fé”.


Meditando para o 4º Domingo do tempo comum do ano C