sexta-feira, 31 de maio de 2013
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Mensagem do Sr Bispo Dom Manuel Clemente

Caríssimos diocesanos do Porto
Nesta hora, que começa a ser de despedida pela minha nomeação para o Patriarcado de Lisboa, quero agradecer-vos do coração toda a estima e proximidade com que me acompanhastes, desde que o Papa Bento XVI me nomeou para vosso bispo diocesano, a 22 de fevereiro de 2007.
Levarei comigo e em ação de graças as mil e uma expressões da amizade com que me recebestes e ajudastes no exercício do ministério. Nas comunidades cristãs, nas várias associações de fiéis e movimentos, nos institutos religiosos e seculares, bem como nas diversas instituições públicas e civis da grande região portuense, encontrei sempre o mais generoso acolhimento e a vontade firme de servir o bem comum. Em tempos tão exigentes como os que atravessamos, todas essas realidades a que dais corpo e alma são a melhor garantia daquele futuro fraterno, justo e solidário, de que ninguém desistirá decerto.
Quando vos saudei em 2007, disse trazer um só propósito e programa: conhecer, servir e amar a Diocese do Porto. Com a graça de Deus, algo se cumpriu de tal desiderato. Conheci-vos de perto, servi-vos como pude e com estima que permanece, em perpétua gratidão. Em tudo foi da maior valia a colaboração de muitos, começando pelos Senhores Bispos que me acompanharam no serviço diocesano, com incansável entrega. Com eles, os vigários gerais, os membros do colégio de consultores (cabido da sé) e todos os membros da cúria diocesana e da casa episcopal; bem assim os responsáveis pelos nossos três seminários diocesanos, os vigários da vara e seus adjuntos, os responsáveis pelos secretariados diocesanos, os membros dos conselhos presbiteral e pastoral e de outros conselhos e comissões, instâncias de participação e organismos. Referência especialíssima quero fazer ao clero paroquial, secular ou regular, incansável na sua dedicação ao serviço quotidiano do Povo de Deus, especialmente aonde tem de acumular várias comunidades e serviços. Saliento também os diáconos permanentes, os consagrados/as e os milhares de fiéis leigos que colaboram ativamente na catequese e no serviço da Palavra e da oração, na vida litúrgica e na ação sociocaritativa. – Grande e bela é a Diocese do Porto, na imensa aplicação dos seus membros ao serviço de Deus e do próximo!
É por tudo isto que vos quero reiterar uma palavra de agradecimento e bons votos. Agradecimento, que traduzirei em oração por todos e cada um de vós, as vossas comunidades e famílias. A minha entrada no Patriarcado será a 7 de julho, ficando convosco até perto desse dia. O coração não tem distância, só profundidade acrescida. Aqui ou além, continuaremos juntos, no coração de Deus.
Sempre vosso amigo e irmão,
+ Manuel Clemente
Porto, 18 de maio de 2013
terça-feira, 28 de maio de 2013
catequese 2º ano
A partir do dia do nosso Baptismo ficamos cheios do Espírito
Santo, Revestidos de Cristo e membros da grande família de Deus que é a Igreja.
Esta família tem Jesus vivo como razão de ser. Ele está
sempre connosco e porque nos ama quer-nos unidos e participantes desse mesmo
amor que conduz á verdadeira felicidade. E quem não quer ser feliz? O que fazer
para sermos felizes?
Jesus responde-nos dizendo-nos:
A nossa felicidade passa por este amor a Deus porque ninguém
nos ama como Ele. E a prova desse amor está nas coisas belas que constantemente
nos oferece, nas pessoas que põe no nosso caminho, no amor que põe nos corações
de quem nos ama e na entrega do Seu filho Jesus que nos tem ensinado a conhecer
o verdadeiro caminho da felicidade.
Mas como mostramos este amor a Deus? Ele mesmo o disse:
Amar a Deus concretiza-se no amor ao próximo. O próximo são
as pessoas que estão próximas de nós estejamos nós onde estivermos: na escola,
em casa, no recreio, no ballet, na catequese e até mesmo aqueles que, mesmo não
estando perto de nós fisicamente, estão nos nossos corações.
O amor de que Jesus nos fala é exigente porque amar os outros como a nós
mesmos é amar a sério, é amar como gostamos de ser amados. Ser amados faz-nos
felizes por isso, se amarmos como gostamos de ser amados, faremos os outros
felizes.
Nem sempre usamos esta medida de amor ao próximo. Mas agora,
que conhecemos Jesus e aprendemos d’Ele a amar é mais fácil pois temos em nós o Seu Espírito, o Espírito Santo que nos faz ser amigos uns dos outros como Jesus e Deus Pai são amigos
de todos.
Levamos para casa,
nos nossos corações, o segredo da felicidade. Tal como Jesus, vamos pô-lo em
prática?
Boa semana e que o amor de Deus transborde em vós.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Santíssima Trindade como Modelo de Vida.
Santíssima Trindade
é a face de Deus que Jesus nos revelou. Deus é comunhão do Pai, do Filho e do
Espírito Santo. A cada pessoa é atribuída uma ação característica. O Pai envia
o Filho com uma missão salvífica, em relação à humanidade. O Espírito Santo é
enviado pelo Pai e pelo Filho para que esteja com os discípulos, na sua missão
de testemunhar o Reino do Pai. O Filho tem sua existência totalmente enraizada
no Pai. Seu alimento é fazer a vontade do Pai e realizar, com perfeição, a sua
obra.
Quando o cristão é
batizado no nome da Santíssima Trindade, o modo de ser de Deus é-lhe
apresentado como modelo de vida. A perfeita comunhão existente entre as pessoas
da Trindade deve tornar-se o ideal de comunhão dos cristãos. Igualmente, a
capacidade de agir de forma integrada, sem concorrências nem sobreposição de um
sobre o outro.
A diversidade não é
empecilho para que aconteça a comunhão trinitária. As pessoas divinas não
precisam abrir mão de suas individualidades para que a Trindade aconteça. A
comunhão faz-se a partir do diferente, no acolhimento e no respeito pelo Outro.
Este é o caminho que a comunidade cristã terá de tomar, se quiser deixar-se modelar
pela Santíssima Trindade.
Pai, Filho e Espírito Santo, Trindade Santíssima em plena
comunhão de amor, concedei-nos que possamos viver à Vossa imagem, em verdadeira
união e na prática da caridade fraterna. Ámen.
Meditando para o Domingo da Santíssima Trindade do ano C
sexta-feira, 24 de maio de 2013
quinta-feira, 23 de maio de 2013
A Igreja tem um problema
com as mulheres?
Há quem entenda que a Igreja católica tem um problema com as mulheres. O tópico, que não chega a ser sequer um argumento, era recorrente na voz das feministas de 68, que hoje são, pela certa, muito respeitáveis avós. Contudo, como o preconceito persiste, merece algumas sumárias considerações.
Desde os primórdios do Cristianismo que mulheres e homens gozam da mesma dignidade. A distinção funcional não obsta a esta fundamental igualdade de todos os fiéis porque, como ensina o Concílio Vaticano II, todos são chamados por igual à perfeição da vida cristã. Lucas enaltece a Mãe de Jesus e esclarece que, a par do grupo masculino dos doze apóstolos, também um conjunto de mulheres seguia o Mestre, com igual dedicação.
Não estranha, portanto, que os relatos bíblicos da ressurreição de Cristo tenham, como protagonistas, as mulheres. Pelo facto de Maria Madalena a todos se ter antecipado no anúncio do ressuscitado, foi até cognominada “apóstola dos apóstolos”.Na Igreja, desde sempre foi assim. São mulheres as superioras dos conventos e das ordens femininas, sem ingerência de nenhum poder masculino, salvo o do Papa, a que todos os católicos, sejam homens ou mulheres, estão sujeitos. Houve até abadessas que foram tidas por preladas, porque exerceram um poder quase episcopal. As rainhas cristãs, que o foram por direito próprio, exercitaram um poder em tudo igual ao dos reis. Note-se que, em pleno século XXI, a mulher do monarca marroquino não só não reina como nem sequer rainha é, mas apenas princesa e, como tal, inferior e subalterna ao seu augusto cônjuge. Mas isto não incomoda as feministas, que parecem mais interessadas em atacar a Igreja, do que em defender os direitos das mulheres de outras religiões.
Não consta que a religiosa Beata Teresa de Calcutá, a leiga C. Lubich, ou a médica Santa Joana Beretta Mola, casada e mãe de vários filhos, tivessem tido, por razão da sua condição feminina, nenhum problema com a Igreja do seu tempo, que é o nosso. Pelo contrário, mais e melhor do que muitos homens, enriqueceram a instituição eclesial com a alegria das suas vidas santas e, as duas primeiras, também com o dinamismo das entidades que originaram.
Não consta que a religiosa Beata Teresa de Calcutá, a leiga C. Lubich, ou a médica Santa Joana Beretta Mola, casada e mãe de vários filhos, tivessem tido, por razão da sua condição feminina, nenhum problema com a Igreja do seu tempo, que é o nosso. Pelo contrário, mais e melhor do que muitos homens, enriqueceram a instituição eclesial com a alegria das suas vidas santas e, as duas primeiras, também com o dinamismo das entidades que originaram.
(…)
A questão da mulher na Igreja, como outras análogas, reporta-se a um aspecto para o qual o Papa Francisco tem chamado a atenção e que vai muito além do pormenor, significativo mas de somenos importância, de lavar os pés a duas adolescentes: a necessidade de entender a Igreja como serviço e não como poder. Quem vê ainda a Igreja como um poder, não pode compreender que, para um cristão coerente, seja homem ou mulher, o único que importa é o serviço e que, para esse efeito, tanto dá a condição masculina como a feminina, ser leigo ou sacerdote, viver vida contemplativa ou activa, ser religioso ou cidadão do mundo.
Decididamente, não é a Igreja que tem um problema com as mulheres, mas algumas mulheres que têm um problema com a Igreja. Umas quantas — Maria de Nazaré, Maria Madalena, Isabel de Portugal, Alexandrina de Balazar, Joana Beretta Mola, Teresa de Calcutá, Chiara Lubich, etc. — resolveram-no. Outras, pelos vistos, ainda não, mas estão a tempo de também serem, como alguém disse de Teresa de Lisieux, o rosto de Cristo na face de uma mulher.
A questão da mulher na Igreja, como outras análogas, reporta-se a um aspecto para o qual o Papa Francisco tem chamado a atenção e que vai muito além do pormenor, significativo mas de somenos importância, de lavar os pés a duas adolescentes: a necessidade de entender a Igreja como serviço e não como poder. Quem vê ainda a Igreja como um poder, não pode compreender que, para um cristão coerente, seja homem ou mulher, o único que importa é o serviço e que, para esse efeito, tanto dá a condição masculina como a feminina, ser leigo ou sacerdote, viver vida contemplativa ou activa, ser religioso ou cidadão do mundo.
Decididamente, não é a Igreja que tem um problema com as mulheres, mas algumas mulheres que têm um problema com a Igreja. Umas quantas — Maria de Nazaré, Maria Madalena, Isabel de Portugal, Alexandrina de Balazar, Joana Beretta Mola, Teresa de Calcutá, Chiara Lubich, etc. — resolveram-no. Outras, pelos vistos, ainda não, mas estão a tempo de também serem, como alguém disse de Teresa de Lisieux, o rosto de Cristo na face de uma mulher.
Gonçalo Portocarrero de Almada
Licenciado em Direito e
doutorado em Filosofia. Vice-presidente da Confederação Nacional das
Associações de Família (CNAF)
Público 14.04.2013
quarta-feira, 22 de maio de 2013
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