sábado, 31 de março de 2018


Sábado de Aleluia

      O Sábado de Aleluia é o último dia da Semana Santa.
      Neste dia é celebrada a Vigília Pascal depois do anoitecer, dando início à Páscoa. 
      Sábado de Aleluia é o sábado anterior ao domingo de Páscoa, dia em que se acende o Círio Pascal, uma grande vela que simboliza a luz de Cristo, que ilumina o mundo. Na vela, estão gravadas as letras gregas Alfa e Ómega, que significam "Deus é o princípio e o fim de tudo”.

      É na grande Vigília Pascal, que ressoa novamente o Aleluia, para celebramos Cristo Ressuscitado!

      Partilhamos aqui uma pequena reflexão do Papa Francisco:
      
      Às vezes a escuridão da noite parece penetrar na alma.  Às vezes pensamos: “agora não há mais nada a fazer” e o coração não encontra mais a força de amar… Mas justamente naquela escuridão Cristo acende o fogo do amor de Deus: um brilho quebra a escuridão e anuncia um novo início, algo começa no escuro mais profundo. 
      Nós sabemos que a noite é “mais noite”, é mais escura pouco antes do começo de um novo dia. Mas justamente naquela escuridão é Cristo que vence e acende o fogo do amor. 
      A pedra da dor é abatida, deixando espaço à esperança. 
      
      Eis o grande mistério da Páscoa! 

      Nesta noite santa, a Igreja entrega-nos a luz do Ressuscitado, para que em nós brilhe a luz da esperança!



      


sexta-feira, 30 de março de 2018




      «Olha a cruz de Cristo e deixa-te interpelar pelo seu último grito.» 





«Cristo morreu, gritando o seu amor por cada um de nós:
por jovens e idosos,
santos e pecadores,
amor pelos do seu tempo e pelos do nosso tempo.

Na sua cruz, fomos salvos
para que ninguém apague a alegria do Evangelho;
para que ninguém, na própria situação em que se encontra, permaneça longe do olhar misericordioso do Pai.

Olhar a cruz significa deixar-nos interpelar nas nossas prioridades, escolhas e ações. Significa deixar-nos interrogar sobre a nossa sensibilidade face a quem está a passar ou a viver momentos de dificuldade.

Irmãos e irmãs, que vê o nosso coração? Jesus continua a ser motivo de alegria e louvor no nosso coração ou envergonhamo-nos das suas prioridades para com os pecadores, os últimos, os abandonados?»

(Papa Francisco)



quinta-feira, 29 de março de 2018



O Lava Pés nas palavras do Papa Francisco




      O rito do Lava-Pés, na Quinta-Feira Santa, contém um duplo significado, à luz do Evangelho de João:

      – uma imitação do gesto realizado por Cristo ao lavar os pés dos Apóstolos no Cenáculo;

      – a expressão do doar-se a si mesmo, exemplificada com aquele ato.


     Esclarece-nos o Papa Francisco que, quando Jesus se baixou até aos pés dos discípulos e os lavou, Ele quis deixar claro que se fez servo e que, também nós, devemos ser servos uns dos outros:  “Também vós deveis lavar os pés uns dos outros”, afirma Ele, explicitamente, em Jo 13,12-14.

     O Lava Pés tem em si implícito 3 aspirações:

1.Servir


      Ser “servos” uns dos outros nada tem a ver com “servilismo” ou “escravidão”: trata-se do “mandamento novo”, do amor real ao próximo através do “serviço concreto”, e não apenas “de palavra”. 

      O amor é um “serviço humilde”, concretizado “no silêncio”: “Não saiba a tua mão esquerda o que faz a direita”, pede Ele, em Mt 6,3.

2.Perdoar

      O lava-pés representa o chamamento de Jesus a “confessarmos os nossos pecados e a rezarmos uns pelos outros, para sabermos perdoar de coração”.

      O Papa Francisco evocou neste sentido um texto de Santo Agostinho: “Não desdenhe o cristão fazer aquilo que Cristo fez. Porque quando o corpo se inclina até o pé do irmão, acende-se no coração o sentimento de humildade, ou, se já existisse, é alimentado (…). Perdoemos os nossos erros e rezemos uns pelo perdão dos pecados dos outros. Assim, de algum modo, lavaremos nossos pés mutuamente”.

3.Ajudar

      O Papa recordou as pessoas que vivem a vida inteira “no serviço dos outros” e, como exemplo, contou que recebeu uma carta de uma pessoa que lhe pediu para rezar por ela, para que ela esteja mais perto de Nosso Senhor. A vida dessa pessoa era cuidar da mãe e do irmão. A mãe está de cama, idosa, lúcida, mas sem poder se mexer. O irmão é deficiente e dependente de uma cadeira de rodas”. “Isto é amor!”.



O Tríduo Pascal
      

      Durante o Tríduo Pascal, celebramos o mais importante mistério da nossa fé, um mistério que nos fala de misericórdia, de um amor que não conhece obstáculos. 

      Trata-se de um tempo que nos faz recordar de como Jesus nos amou até o fim, de como quis partilhar os sofrimentos de toda a humanidade, permanecendo presente junto das vicissitudes pessoais de cada um de nós. 
      Na Quinta-feira Santa, ao celebrarmos a instituição da Eucaristia, refletimos sobre amor que se faz serviço; sobre a presença que sacia a fome dos homens e que nos impele a fazer o mesmo com os outros. 
      Na Sexta-feira Santa, com a Paixão de Cristo, deparamo-nos com o momento culminante do amor, um amor que não exclui ninguém.

      Por fim, no Sábado, contemplamos, no silêncio de Deus, o amor que se solidariza com todos os abandonados e que se faz espera pela vida nova ressuscitada. 
      Assim, o Tríduo Pascal é um convite a fixar o olhar na paixão e morte do Senhor, para poder acolher no coração a grandeza do seu amor, na espera da Ressurreição.


Catequese 9º Ano


Viver (N)o Amor




      O amor pode ter várias interpretações e o seu conceito foi mudando ao longo dos tempos. Por isso, há diversas ideias sobre o amor.

      Na catequese, vimos que amor e sexualidade estão ligados. Como o Papa João Paulo II disse “a sexualidade humana é de facto uma riqueza da pessoa toda – corpo, sentimento e alma – e manifesta o seu íntimo significado ao levar a pessoa ao dom de si no amor”. Por isso, a sexualidade deve ser orientada, elevada e integrada pelo amor, o único que a torna verdadeiramente humana. A sexualidade não é só algo de bom, mas também algo de santo se for vivida em amor verdadeiro e comprometido e não se reduzir a um jogo irresponsável e egoísta.

      Vimos ainda a relação do 6º e do 9º mandamentos com tema. E, assim, conseguimos entender a resposta que Jesus deu quando lhe perguntaram se o divórcio era lícito ou não. Jesus respondeu assim “Por causa da dureza do vosso coração, Moisés permitiu que repudiásseis as vossas mulheres; mas, ao princípio, não foi assim” (Mt 19,8). A dureza do nosso coração que é expressa no pecado.

      Durante esta semana vamos pensar com um maior carinho na oportunidade que Deus nos deu de puder amar e no seu amor por nós. Amor de entrega total, sem reservas e que vamos agora reviver na Páscoa.

      Boa semana!



terça-feira, 27 de março de 2018


Catequese 8º Ano - Festa da Vida





Demos início à semana Santa, à semana da paixão de Jesus e onde está Jesus, está o Amor de Deus. Amor que gera VIDA nova e é esta VIDA, que na paixão de Jesus encontramos, que, os jovens do 8º ano da paróquia de Rio Tinto, celebraram no passado sábado.

A Cruz é o sinal do amor universal de Deus em Cristo que morreu por nós e por isso recebemos este símbolo para que nos acompanhe lembrando-nos constantemente do grande amor de Jesus por nós e vivamos comprometidos a imitar os Seus passos de amor e bondade.
Boa semana e que a fé celebrada no tríduo pascal nos fortaleça e nos anime a ressurgirmos para uma VIDA em Jesus Cristo😊



segunda-feira, 26 de março de 2018


Meditando para o Domingo de Ramos - Ano B

Rei pelo Seu amor

      O Domingo de Ramos é a porta de entrada para celebrarmos a Páscoa, dado que não podemos separar a paixão e morte de Jesus da sua ressurreição.

      Ao vivenciarmos esta celebração, somos introduzidos no dinamismo da fé e do contato com o mistério de Jesus Cristo que é o Senhor; Senhor que se fez Servo por amor. Servidor porque o amor é sempre um sair de si e colocar-se a serviço da vida daqueles que se ama.

      Celebramos hoje Jesus Cristo rei pelo seu amor, o que equivale a dizer, rei pela sua cruz porque quem ama de verdade sofre e o sofrimento ensina a amar sempre mais.

      Jesus escolhe decididamente ser fiel ao amor do pai e dar a vida pela humanidade.

      Judas, Pedro, as multidões, nós… quantas vezes escolhemos o caminho fácil da traição e da segurança?

      Ao contemplar a PAIXÃO e a MORTE de Jesus, somos convidados a rever como temos sido fieis á sua proposta de amarmos sem medida.


      Começa hoje a semana Santa.

      Quero, Jesus, acompanhar-te neste caminho. Quero estar contigo quando assumes a Tua fidelidade até ao fim.



                                                    Capela da Ponte de Rio Tinto