segunda-feira, 5 de maio de 2014





Alguém caminha connosco

Nem sempre a nossa fé é tão firme, forte e segura que nos garante a certeza da presença de Jesus Ressuscitado na nossa vida, caminhando connosco. Mais difícil ainda é imaginar que um suposto morto esteja vivo e fazendo história com a humanidade.
Dois discípulos voltam de Jerusalém desanimados depois dos últimos acontecimentos trágicos que lá aconteceram. Deixam a esperança para trás, enterrada em Jerusalém, e voltam para sua casa, acompanhados por um “estranho”.
Ao longo do caminho, este “estranho” vai-lhes explicando as Escrituras e enche-lhes o coração de esperança. De tal forma que O convidam a ficar com eles.
Agora, o “estranho” torna-se também “hóspede”. Na casa há pão sobre a mesa. É na mesa que acontece a partilha e, a partir dela, revela-se o rosto de Jesus.
A Eucaristia é o grande símbolo de partilha e a maior demonstração da presença de Deus. Alimentados com a eucaristia, aprendemos a partilha e a solidariedade que nos darão a certeza da presença de Deus na nossa vida.

“Senhor, torna-nos atentos à Tua presença, fica connosco, quando se aproxima a noite, e ilumina o nosso caminho.”


Meditando para o 3º Domingo de Páscoa do ano A




quinta-feira, 1 de maio de 2014

Encontro com Pais - 2º e 3º ano








Esta semana, o Américo, ajudou-nos, pais e catequistas, a reflectir o tema “A luz da fé”.
Tal como Tomé, muitas vezes duvidamos, muitas vezes não vemos porque os “olhos da razão” nos impede de ver as marcas profundas de um Jesus vivo que se revela no pobre, no triste, no só, no doente, no desanimado, no descrente…. E disto, todos nós temos um pouco!.. 
Muitas vezes, nossos olhos e corações estão fechados à presença de Deus...

A descoberta de Jesus ressuscitado acontece aos poucos e de formas diferentes para cada um de nós. Com o seu testemunho de vida, o Américo contou-nos como descobriu Jesus vivo e actuante e como, desde então, a sua vida se transformou e ganhou um novo sentido. Vejamos então…


Ao nascer com paralisia cerebral e ao cegar aos 16 anos vi os primeiros projectos da minha infância e juventude ruírem como castelos frágeis de areia fina perante o ataque avassalador das ondas de um mar incontrolável.
Lançada, assim, para um vazio sem fundo, a minha vida perdia, aparentemente, todo o sentido. Que razões encontraria para viver confinado a uma cadeira de rodas, entre 4 paredes, à espera que os dias passassem monotonamente?
Mas foi nesse vazio que, através da dedicação extremosa de uma enfermeira, viria a descobrir Deus e o poder da oração, pois, ao transbordar para Ela toda a minha revolta acerca da extrema inutilidade em que se transformara o meu ser, ia discernindo os novos projectos que Deus tinha para me propor.
Deus, em resposta às minhas súplicas, colocou no meu caminho pessoas que necessitavam de alguém com disponibilidade para as escutar e depressa constatei que, se eu treinasse a arte de escutar, além de me tornar a sentir necessário, estaria a possibilitar que outros fizessem a descoberta de si mesmos e de Deus.

Agora, com a vossa licença, vou calar-me e aproveitar a boleia do melodioso assobiar dos melros e também louvar a Deus por mais este dia que tenho para viver.
E se quiserem conhecer melhor o meu testemunho de vida, entrem no link abaixo e assistam ao vídeo da conferência que fiz em Vilar do Paraíso.


https://www.youtube.com/watch?v=5xyDM4Jy30E



Américo Lisboa Azevedo





quarta-feira, 30 de abril de 2014






Capela de Nossa Senhora da Ponte – Festividade em honra da Padroeira 2014





Saudação a Nossa Senhora da Ponte

Senhora da Ponte, Senhora Mãe da verdadeira Ponte, Senhora das nossas pontes, protege as nossas travessias. Tantas são as pontes atravessadas pelos Teus filhos de hoje. Pontes de noite à Luz do Dia, pontes de desespero, Maria! Abençoa, Mãe, aqueles que atravessam pontes duras de passar, agitadas pelos ventos de um mundo revolto.
Mãe, olha os que atravessam a ponte de infâncias conturbadas e distorcidas. A ponte de semanas divididas e mal amadas.
Mãe, olha os jovens que, tantas vezes, atravessam a ponte que leva à marginalidade. A ponte que leva a outras paragens que não o Teu Filho. A ponte que distorce e desumaniza ao longo da travessia e desfigura o Homem que há em nós.
Pedimos-Te, Mãe, pelos que são obrigados a atravessar a ponte do desemprego, empurrados para uma margem que alguns ainda desconhecem. Os que atravessam a ponte da fome, das condições indignas de viver, pelos que atravessam a ponte da injustiça, a ponte de uma emigração forçada. A ponte de famílias traídas e destruídas. A ponte que tira do redor da mesa, do redor da lareira de cada casa.
Pedimos-Te, Mãe, pelos que atravessam a ponte da solidão, do desaconchego, do esquecimento. A ponte da doença, da fragilidade e do abandono. A ponte derradeira que tantos têm de atravessar entregues a si mesmos.
Vê, Mãe, a Igreja de Teu Filho que atravessa tantas pontes. Olha com especial carinho tantos e tantos irmãos nossos que atravessam a ponte do martírio, do martírio branco. Do testemunho lento e silencioso, do testemunho perante os gritos das armas. A ponte do pecado que se dissemina e que fere o todo, a ponte do autorreferenciar-se.
Vê, Mãe, os que iniciam ou já caminham na travessia da ponte do ateísmo ou agnosticismo, da indiferença ou desunião. Pontes que afastam e dividem.
Cuida também, Mãe, daqueles que empreendem pelo caminho da Santidade. Não se percam aqueles que atravessam a ponte íngreme e estreita para o Alto. Não lhes falte o Teu manto que protege das agruras tempestuosas que tentam ao desânimo e facilitismo. Não deixes que se apague a chama da Fé naqueles que nos caminhos da vida são luzeiros para o Caminho, Verdade e Vida.
Faz-nos reconhecer como única ponte verdadeira aquela que leva ao Teu Filho. Faz-nos perceber a meta do nosso existir. Faz com que vejamos o Senhor Ressuscitado que nos acena na outra margem e para lá nos chama. Sê para nós ponte segura, Senhora da Ponte, Senhora das nossas pontes. A Ti consagramos as pontes que atravessamos, que o mundo atravessa. Seja a ponte que é a nossa vida uma ponte para essa vida na Trindade.

Fica também Tu connosco, Senhora da Ponte. É tarde e anoitece muito nos nossos dias de hoje. 







terça-feira, 29 de abril de 2014








No mundo que vivemos todos os dias, somos confrontados com uma realidade calculista em que os valores de fé são substituídos pelas tarefas do quotidiano de cada família, remetendo Cristo ressuscitado á indiferença.
Todavia, as fontes de fé, como a Palavra e a oração, levam-nos ao encontro de Jesus que nos irradia encanto e nos enche de felicidade e de esperança, como experimentaram os discípulos no Cenáculo aquando do encontro com Ele. Para que não tenhamos o desencanto de Tomé, não nos podemos distrair, evitando as dificuldades e desorientações que o mundo nos coloca, mas temos que ter sempre presente que serão bem-aventurados aqueles que acreditam mesmo sem ver.
Acreditar, para um cristão, é acolher com todo o seu ser e com toda a sua existência Cristo ressuscitado.

A - Obrigada Jesus porque estás sempre connosco e nos ajudas a viver diariamente uma fé confiante e cheia de esperança que nos transforma em pessoas capazes de AMAR até ao fim, ao teu jeito.

L- obrigada Jesus pela LIBERDADE que nos dás de te reconhecermos.

E – obrigado Jesus porque nos ajudas a ENTENDER a Tua presença no meio de nós

L - obrigada Jesus pelos LAÇOS de amor que connosco criaste possibilitando o caminho de fé que estamos a fazer

U - obrigada Jesus pela UNIDADE dos cristãos que, mesmo sem verem nem tocar, acreditam em Ti como o único capaz de preencher a vida

I – abrigada Jesus pela IGREJA que somos e por esta comunidade que se reúne á volta da mesa eucaristia para te agradecer o pão partido em comunhão, sinal real da Tua presença invisível.

A - Obrigada Jesus pela ALEGRIA de sentirmos a Tua ressurreição e percebermos nela a possibilidade de ressurgimos para uma vida nova.

Como o Apóstolo Tomé te pedimos, Aumenta a nossa fé.


Acção de Graças - 3º ano







segunda-feira, 28 de abril de 2014








Encontrar Jesus na comunidade


A comunidade cristã gira em torno de Jesus, constrói-se à volta de Jesus e é d’Ele que recebe vida, amor e paz. Sem Jesus, estaremos secos e estéreis, incapazes de encontrar a vida em plenitude; sem Ele, seremos um rebanho de gente assustada, incapaz de enfrentar o mundo e de ter uma atitude construtiva e transformadora; sem Ele, estaremos divididos, em conflito, e não seremos uma comunidade de irmãos.
A comunidade tem de ser o lugar onde fazemos verdadeiramente a experiência do encontro com Jesus ressuscitado. É nos gestos de amor, de partilha, de serviço, de encontro, de fraternidade, que encontramos Jesus vivo, a transformar e a renovar o mundo.
Não é em experiências pessoais, íntimas, fechadas e egoístas que encontramos Jesus ressuscitado; mas encontramo-l’O no diálogo comunitário, na Palavra partilhada, no pão repartido, no amor que une os irmãos em comunidade de vida.


Senhor Jesus
Que a Tua paz esteja sempre connosco. Sopra o Teu Espírito, que Ele guie a nossa fé e que nós possamos confessar-Te: Meu Senhor e meu Deus.



Meditando para o 2º Domingo de Páscoa do ano A





quinta-feira, 24 de abril de 2014






" A Tua Páscoa"

Senhor,
estamos a celebrar a tua Páscoa
e a tua Palavra fala-nos da morte que sofreste
como consequência do teu projecto de salvação da humanidade:
por amor Te fizeste homem
por amor entregaste a tua vida na cruz
e o amor venceu
a morte foi vencida
a tua Páscoa fala-nos de vitória
da vitória do amor, da graça, da Vida!
E a tua Palavra diz-nos também
que hoje continuas a fazer caminho connosco
a entrar nas nossas casas
e a repartir o Pão!
E feliz daquele que descobre a tua presença
na Eucaristia celebrada
anunciada
adorada
comungada!
Alimentados pela tua Palavra e o teu Pão
saibamos também nós hoje
ser instrumentos de amor e Vida
mensageiros da tua morte e ressurreição!


Manuel Santos



terça-feira, 22 de abril de 2014