quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Catequese 5º ano















Esta semana falamos de uma aliança muito importante para nós cristão, a aliança entre Deus e um povo.

Deus quis fazer uma aliança com o seu povo, quis iniciar e viver uma relação de amor, porquê?
Por amor! Por amor Deus veio ao encontro de Israel, salvou-o, ajudou-o a fugir do Egipto, a recuperar a liberdade e depois convidou-o a ser o tal povo eleito.
Os Israelitas aceitaram comprometer-se com Deus, aceitaram viver em comunhão de vida com Deus dizendo “tudo o que o Senhor disse, nós o faremos”.

Tal como num casamento a relação implica amor, compromisso, fidelidade, respeito, assim é nesta relação entre Deus e o seu povo. E para que tal aconteça e esta relação perdure, Deus fez recomendações a que chamamos: 





Os três primeiros mandamentos dizem a Israel como é que deve relacionar-se com Deus e tratar Deus.




Os restantes sete dizem como deve ser o relacionamento com os outros.




Estas orientações de Deus são para nós, descendentes deste povo eleito, conselhos preciosos que nos ajudam, hoje, e sermos fieis a Deus neste compromisso assumido. 
Na relação com o outro, concretizamos o amor que temos a Deus e o quanto estamos empenhados nesta aliança. Por isso, para esta semana, escolhemos dois mandamentos para colocar em prática de forma mais atenta.



Resultados? Para a semana veremos… mas acho que só pode ser felicidade, não achais?




quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Catequese 4º ano








Um profeta era, antes de mais, um grande amigo de Deus: alguém a quem Deus falava, alguém que falava no lugar ou em nome de Deus.
Os profetas foram chamados por Deus. E, para Deus, devemos ser “todos ouvidos”, isto é, ouvi-l’O com muita atenção. Por isso é que a Bíblia é tão importante para nós. Muito do que nela está escrito, ou foi dito por profetas ou foi escrito por pessoas que ouviram o que muitos profetas disseram e, depois, foi escrito.
Até há uma parte da Bíblia, no Antigo Testamento, que tem um nome que vem de profeta. São os… “LIVROS PROFÉTICOS”




Esta semana, conhecemos o profeta Ezequiel.
Ele, viveu cerca de 6 séculos antes de Jesus ter nascido num tempo em que a Palestina e Jerusalém, foi assaltada e invadida por uns exércitos vindos da Babilónia. Destruíram quase tudo: muitas casas, as muralhas, o templo, e até a Arca da Aliança desapareceu.
As pessoas que não morreram foram levadas como prisioneiros para a Babilónia. Entre essas pessoas estava  Ezequiel. 
Este foi um tempo muito difícil!

Mas Deus não abandonou o seu povo. E uma prova disso foi que chamou Ezequiel para seu Profeta.
E, como profeta, Ezequiel mostrou aos seus concidadãos na Babilónia duas coisas:
– Primeiro, que Deus não se tinha esquecido deles. Iria salvá-los daquela desgraça.
– Segundo, o povo tinha de saber de quem tinha sido a culpa da desgraça, para não voltar a cair nos mesmos erros.
Quando Deus falou a Ezequiel fê-lo entender que o Seu povo tinha sido mal conduzido pelos seus pastores.
Deus compara o povo de Deus a um rebanho que precisa de alguém que os conduza, dê comida, cuide de quem está doente e tenha tudo o que precisa para ser feliz.
Pois bem, nesta época, os pastores, quer dizer, os responsáveis, as autoridades, o rei que deviam cuidar do povo não o fizeram. Pelo contrário desprezavam-no e até se serviam dele para o seu próprio proveito. E qual foi o resultado? Ficaram frágeis e tornaram-se presa fácil para os animais selvagens, neste caso para o exército da Babilónia.
E o que Deus vai fazer com aquele rebanho, aquele povo disperso e perdido na Babilónia?
Em “Ez 34, 11-16” descobrimos que Deus iria em busca das suas ovelhas. Como Bom Pastor iria procurar todas as pessoas e trazê-las de volta à sua terra, iria cuidar, dar de comer, vigiar e estar atento a todas elas, mesmo aquelas que andavam perdidas.
Ezequiel, ao transmitir esta vontade de Deus ao povo voltou a dar-lhes ânimo, esperança e a certeza do amor de Deus para com eles, mais uma vez Deus lhes faz ver que não estão sós.
Quem experimenta o grande amor que Deus, ganha muito mais força e confiança. Se calhar, isso até já aconteceu connosco… podemos pensar em tantas pessoas que sofrem desgraças e ficam desanimadas e tristes. Podemos ser nós a dar-lhes esperança e a certeza de que Deus está com elas, através dos nossos gestos e atitudes de amor.


Terminamos este nosso encontro junto do Sacrário, colocando nas mãos de Deus as nossas preocupações, angustias, dificuldades e tristezas pelas quais hoje passamos, pedindo-lhe que, como Bom Pastor, nos conduza e nos ajude a viver estas dificuldades com esperança e serenidade e até como oportunidade de crescimento pessoal e espiritual.





Feliz semana na companhia do Bom Pastor J



terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Catequese 3º ano





“Ainda que a própria liturgia exerça sempre a sua função didáctica mesmo em relação às crianças, é necessário reconhecer toda a importância, na formação catequética paroquial, à catequese eucarística. Uma tal catequese, «bem adaptada à idade e à capacidade das crianças, deve ter em vista dar-lhes através das orações e dos ritos mais importantes, o sentido da missa, e também o que respeita à participação na vida da Igreja»           
(S. Congr. Dos Ritos, Instrução Eucharisticum Mysterium, de 25.05.1967, n.º14).    
                                                        



A catequese de sábado realizou-se na Igreja de Santa Maria de Rio Tinto. Foi uma catequese intergeracional, com a participação de todos os centros de catequese, e teve como objectivo dar a conhecer os diversos aspectos relacionados com a Eucaristia, começando logo pelo momento em que entramos na igreja.

A primeira coisa que devemos fazer quando entramos numa igreja é calmamente dirigir-nos para o lugar que pretendemos ocupar. Depois, dizemos “olá” a Deus Pai e a Jesus fazendo o sinal da cruz. Existem outros “cumprimentos” que podemos fazer: a inclinação, quando passamos em frente do altar, e a genuflexão (levar o joelho direito ao chão), quando estamos diante do sacrário ou quando o santíssimo está exposto.

Em seguida ficamos a saber quais os espaços que formam uma igreja: a assembleia, o espaço maior da igreja, o coro e o presbitério. Este último, destinado ao sacerdote e a todos os que servem na celebração, e começa nos degraus que lhe dão acesso.

Ficamos também a perceber o que é um ano litúrgico e os diferentes tempos que o compõem, bem como as cores dos paramentos para cada tempo.

No presbitério encontramos duas mesas: a mesa da Palavra, o Ambão, e a mesa da Eucaristia, o Altar. No Ambão proclama-se a de Deus. No Altar, acontece o Mistério da Presença de Jesus na Eucaristia, a transformação do pão e do vinho em corpo e sangue de Jesus Cristo. Neste momento são usados vários objectos, que constituem as alfaias litúrgicas, que nos foram dados a conhecer com a ajuda dos pais.

      Por fim, centramos a nossa atenção no Sacrário, o lugar especial onde se guardam as hóstias consagradas na           celebração litúrgica, forma pela qual se prolonga a Presença Eucarística de Jesus na Igreja. Ao seu lado está continuamente ligada uma lâmpada especial para indicar e honrar a Sua presença naquele local.
Diante do sacrário podemos adorar a Jesus presente na Eucaristia:

« … adorar é dizer: "Jesus, eu sou Teu e sigo-te na minha vida, nunca gostaria de perder esta amizade, esta comunhão contigo". Poderia também dizer que a adoração, na sua essência, é um abraço com Jesus, no qual eu digo: "Eu sou Teu e peço-te que estejas também Tu sempre comigo".» (Bento XVI, Encontro de catequese e oração com as crianças da primeira comunhão, Praça de São Pedro, 15 de Outubro de 2005)

Diante de “Jesus escondido”, como gostava de dizer o Francisco Marto, pastorinho de Fátima, e de joelhos no chão, com os olhos postos no Sacrário, quisemos rezar a Jesus a seguinte oração:

“Ó Jesus, nós Te agradecemos por ficares connosco no Pão da Eucaristia.
Tu que és tão nosso amigo, que queres ser para nós alimento que nos dá força para a nossa vida,
ajuda-nos a sermos cada vez mais teus amigos de verdade, e a viver como Tu nos ensinas, para que
nos possamos preparar para também nós te recebermos. Amén.”

No final desta catequese, contentes pelos ensinamentos que Jesus nos tinha reservado para hoje, alegremente Lhe cantamos: “Sou de Cristo, sou feliz!”. No coração levamos a seguinte mensagem:

Para todos levarmos no coração:

«A melhor catequese sobre a Eucaristia
             é a própria Eucaristia bem celebrada»
                                                                                                                                    
 (Bento XVI, Sac. Carit.64)



Boa semana com Jesus! Ele está sempre à nossa espera … já sabemos onde ….




segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015









“Orar e amar”

A jornada de Jesus em Cafarnaum, convida-nos a pensar nas nossas jornadas, intensas, ocupadas, de trabalho ou de estudo, que absorvem tanta energia, mas que não podem nem devem nunca ser privadas de uma paragem para a oração, para o encontro pessoal e silencioso com Deus. E com a oração, é necessário ter presente a caridade: a dedicação aos outros, privilegiando aqueles que de uma maneira mais intensa, sofrem no corpo ou no espírito: doentes, idosos, pobres, pessoas abandonadas, pessoas com depressão, pessoas que têm necessidade de serem ouvidas, de se sentirem acolhidas ou confortadas, estas devem ser o objeto do nosso amor, assim como foram de Jesus Cristo. E é a elas que devemos fazer perceber a presença e o amor do Salvador, que opera no mundo através de nós. As nossas mãos usadas pelo Senhor são mãos que aliviam, que guiam, que asseguram, que acariciam, mãos que não abandonam, mas consolam até ao fim.

Senhor,
Ajuda-nos a escutar aqueles que precisam de auxílio, dos nossos sorrisos, das nossas mãos e da luz da nossa amizade.


Meditando para o 5º Domingo do tempo comum do ano B


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015






O dia vicarial do catequista aconteceu no sábado passado, daí, o motivo de não haver catequese em toda a paróquia de Rio Tinto.

Este encontro teve lugar na Foz do Sousa e foi um dia dedicado à formação, oração e convívio entre os catequistas da vigararia de Gondomar, tendo como base de reflexão o tema “Novos catequistas para uma catequese com as famílias”

Depois do acolhimento e as Boas vindas, foi-nos apresentado uma estatística de números de meninos e catequistas existentes em toda a vigararia. Verificamos um decréscimo de meninos a partir do 3º ano de catequese, realidade comum a todas as paróquias e preocupação geral daí o interesse em reflectirmos um pouco sobre a forma de sermos melhores e mais catequista tanto na espiritualidade como no trabalho a fazermos com as famílias, lugar de origem do ser humano no seu todo: físico, social, espiritual, afectiva, etc.

Para nos ajudar a reflectir o tema “Novos catequistas para uma catequese com as famílias” foram convidadas três formadoras da diocese de Braga que começaram por falar da mudança que sofreu, nos últimos anos, esta instituição básica da nossa sociedade que é a família.
Chegam-nos á catequese realidades familiares novas a que somos chamados a acolher e a responder de forma diferente de há uns anos atrás.
A família cristã é um desafio a novas formas de evangelização. Descobrir a melhor forma de inserir a família na comunidade, descobrir as suas capacidades, conhecer o catequizando e a sua realidade familiar, acolher todos e dedicar mais tempo a escutar os pais, envolve-los, criar laços, inovar e ser criativos são directrizes que estão ao nosso alcance.


A Família é uma prioridade pastoral, os desafios são novos, mas o amor de Deus é o mesmo e se tivermos a convicção desse amor e vivermos em coerência com Ele, seremos capazes se ser ponto de referência e fermento na massa que vai transformando.

Alguns catequistas partilharam o que fazem e como fazem esta dinâmica de envolver a família e o quão gratificante é ver o interesse de muitos pais que se deixam envolver e querem crescer e ajudar a crescer a família na fé. 

Temos consciência de que é uma realidade não generalizada mas a semente que vamos lançando a cada semana que passa a seu tempo dará fruto conforme a Graça de Deus, porque só Ele faz crescer.

E para crescermos como pessoas de fé e chamados a uma nova evangelização, importa conhecer mais e melhor os documentos da Igreja, os catecismos, a Bíblia que estão na base de uma formação que deve ser constante no catequista no sentido de um aprofundamento não só do conhecimento mas de trabalho interior e progressivo.
E foi neste sentido que o tema seguinte do encontro foi a “Espiritualidade do catequista”. Este é um caminho de relação pessoal com Deus, de fé que, se celebrada, vivida, anunciada e rezada, nos fortalece e capacita a sermos mais e melhor, sempre renovados na certeza de confiar num Deus que nos transforma e está connosco nesta missão de chegar às novas realidades familiares.




segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015







“A autoridade de Jesus”

S. Marcos diz-nos que Jesus ensinava com autoridade. E, porque lhe reconheciam essa autoridade? Porque Jesus ensinava com palavras e com obras. Ao ensino que Jesus pronunciou na Sinagoga segue-se a cura de alguém que vivia atribulado pela doença.
Admiradas com esta forma de ensinar, unindo palavras e obras, e querendo seguir Jesus, as pessoas tomaram consciência que, para ser bom cristão, não basta conhecer os conteúdos da fé. É imprescindível realizar boas obras, tendo como finalidade a transformação do mundo em que se vive.  
O estilo de crente proposto por Jesus é libertador: anúncio da Boa Nova, trabalho e compromisso por torná-la realidade …

“Senhor dos olhos abertos e o olhar atento … Tu passaste pela vida observando o sofrimento, partilhando tristezas e curando o coração.
Dá-nos um olhar como o teu, capaz de descobrir a dor; capaz de escutar os lamentos silenciosos de quem precisa de ajuda. Raspa a capa da nossa indiferença que nos isola e nos torna egoístas e ajuda-nos a contemplar a vida com profundidade.”


Meditando para o 4º Domingo do tempo comum do ano B